Fonte: Adital
Uma denúncia feita ao Centro de Referência da Mulher Cidadã de Natal, capital do Rio Grande do Norte, na região Nordeste brasileira, revelou que 16 mulheres estavam sendo assediadas para irem trabalhar em uma casa noturna na Itália. A denúncia culminou na Operação Ferrari, da Polícia Federal (PF), que há oito meses investiga as atividades do tráfico internacional de mulheres em Natal.
Uma denúncia feita ao Centro de Referência da Mulher Cidadã de Natal, capital do Rio Grande do Norte, na região Nordeste brasileira, revelou que 16 mulheres estavam sendo assediadas para irem trabalhar em uma casa noturna na Itália. A denúncia culminou na Operação Ferrari, da Polícia Federal (PF), que há oito meses investiga as atividades do tráfico internacional de mulheres em Natal.
Os dois principais atuantes da quadrilha foram presos no último dia 4. São eles um empresário italiano e um potiguar, que contatava as mulheres e fazia falsas promessas de emprego. As vítimas, com idade entre 20 e 30 anos, cumpririam um suposto contrato de trabalho de seis meses.
De acordo com o Superintendente da Polícia Federal de Natal, Marcelo Mosele, um grupo de mulheres já se encontrava na Itália, enquanto essas outras 16 estavam sendo arregimentadas para serem exploradas também no país. "A PF calcula que 100 mulheres foram para a Itália nesse período das investigações. As mulheres são de Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. A maioria delas saía de Natal", informou.
Marcelo disse que as investigações continuam e que as vítimas estão sendo ouvidas. "Todas as mulheres que seriam exploradas sexualmente na Europa serão tratadas como vítimas pela polícia". Enquanto a PF colhe depoimentos por aqui, o grupo de mulheres brasileiras na Itália também é interrogado pela polícia italiana, segundo o superintendente.

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