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segunda-feira, 26 de abril de 2010

As consequências para a Igreja das migrações na Europa


Analisar as múltiplas causas e consequências dos fluxos migratórios na Europa para o trabalho da Igreja: esta é a finalidade do VIII Congresso europeu sobre Migrações do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, que se realizará em Málaga (Espanha), de 27 de abril a 1º de maio.

Cerca de cem delegados das Conferências Episcopais da Europa, representando bispos, diretores nacionais para a pastoral dos migrantes, agentes pastorais e representantes da sociedade civil e do mundo político refletirão sobre o tema “A Europa das pessoas em movimento. Superar os medos. Traçar perspectivas”.

Padre Duarte da Cunha: “A finalidade do congresso sobre a imigração que o CCEE está organizando é olhar para os migrantes e ao movimento das pessoas na Europa não somente como um problema e como algo que gera medo, mas também e sobretudo, como um recurso, como uma ajuda, como algo positivo que pode oferecer grande esperança à Europa”.

Os participantes analisarão os desafios que o fenômeno migratório representa para as famílias, as paróquias e a sociedade.

Padre Duarte da Cunha: “Veremos como é a integração no âmbito familiar e, portanto, com todos os desafios na comunidade onde chegam as pessoas, mas também na sociedade em geral. Portanto, do menor ao maior âmbito social, veremos como a pessoa possa ser auxiliada e como a Igreja tem uma responsabilidade ao integrar essas pessoas”.

Assim se superam os medos de uma Europa sempre mais atenta ao fenômeno migratório.

www.ccee.ch

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ativista e imigrantes seguem confiantes em Obama e na reforma

Estrangeiros não criticam presidente, mas exigem mudanças imediatas na lei americana

Fonte: www.acheiusa.com

Apesar da promessa de campanha não cumprida de que promoveria a reforma imigratória nos primeiros doze meses de mandato, o chefe da nação continua com um alto índice de aprovação entre os latinos que vivem aqui. No entanto, ativistas e imigrantes avisam que este quadro pode mudar, caso o presidente deixe de lado o empenho pelo debate de mudanças na lei.“Obama enfrentou a crise financeira, mudou o curso das guerras que o país está metido e melhorou a imagem do país no cenário internacional, tanto que ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Por isso, minha nota para ele neste primeiro ano de gestão é entre sete e oito”, avaliou Celina Hernández, uma indocumentada que vive há 15 anos nos EUA. Ela adverte, porém, que a reforma imigratória deve sair até maio, pois caso contrário a comunidade hispânica deixará de ficar ao lado do presidente.O diretor do Centro pelo Progresso Americano, Louis Caldera, concorda com a análise e manifesta a sua confiança no debate da questão no Congresso ainda este semestre. “Vai demorar mais do que o previsto, mas todos têm que admitir que a reforma da saúde e a crise impediram que Obama cumprisse a promessa feita aos imigrantes. Mas continuo acreditando, até porque a comunidade latina foi muito importante para a eleição do presidente e ele não vai querer perder o nosso apoio”, disse Caldera.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Para pesquisador, trabalho escravo de bolivianos em SP é só ponta do iceberg

Bruno Bocchini
Agência Brasil

Os recorrentes casos de bolivianos encontrados trabalhando em situação análoga à de escravos na região central de São Paulo devem ser encarados apenas como conseqüência de um processo complexo: de um lado, migrantes necessitados de qualquer tipo de emprego e, de outro, um sistema econômico que busca a todo custo baratear a mão de obra.A análise é do pesquisador Sidnei Marco Dornelas, diretor do Centro de Estudos Migratórios (CEM). "A gente simplesmente focaliza o boliviano, joga uma marca nele, um estigma em cima dele. A gente não discute o todo do problema, que é onde está realmente a dificuldade maior. Porque se não for o boliviano hoje, esse mesmo modelo vai se repetir com outro tipo de migrante", diz Dornelas.Segundo o estudioso, um dos focos da questão está na condição de vida que faz com que os migrantes, brasileiros ou não, se submetam a trabalhos degradantes, e também na existência de uma cadeia produtiva que se abastece desse tipo de mão de obra."O problema são as condições econômicas e sociais, as condições de vida que fazem com que essas pessoas vejam como vantajoso entrar em um tipo de atividade como essa", afirma o pesquisador.Dornelas ressalta que é difícil acabar com o processo porque ele é vantajoso para ambos os lados - para os produtores, porque podem contar com uma mão de obra extremamente barata, e para os migrantes, porque, geralmente, as condições precárias a que são submetidos nos grandes centros do Brasil são melhores do que as vividas em seus locais de origem."O migrante é a vítima fácil disso tudo, o elo mais frágil dessa corrente. Na verdade, a gente tem um sistema econômico que, em determinados ramos de atividade, necessita disso para poder se reproduzir. E os migrantes não vêm aqui enganados. Eles vêm aqui sabendo o tipo de trabalho. No entanto, eles auferem benefícios", explica o pesquisador.De acordo com o estudioso, o mesmo processo de exploração de mão de obra escrava que ocorre com os bolivianos no centro de São Paulo existe, sem grandes diferenças, em outros segmentos, com as mesmas características: a necessidade extrema de emprego e de mão de obra barata."Não é só a questão dos bolivianos. Ela está nas lavouras de cana, está espalhado nas carvoarias, no interior do Brasil. O mundo da informalidade, do trabalho degradante alimenta parte da economia do país. Normalmente quem entra nesse tipo de trabalho são migrantes, sejam migrantes bolivianos, sejam migrantes nacionais".Três bolivianos foram presos em flagrante no último dia 18 por manter 15 pessoas, também bolivianas, em regime análogo ao de trabalho escravo nos fundos de uma oficina de costura, no Bom Retiro, região central da capital paulista. As vítimas trabalhavam, em média, 17 horas por dia."Existe um ramo do nosso mercado que produz determinado tipo de mercadoria, muito barata, que se serve desse tipo de trabalho, que ganha com isso. Não devemos nada aos chineses, quando vendem mercadorias mais baratas. Nós temos nosso próprio modo de reproduzir esse tipo de coisa", lamenta.

Israel expulsará dezenas de milhares de trabalhadores migrantes

Jerusalém, 25 jan (EFE).- O Governo israelense expulsará milhares de trabalhadores estrangeiros que chegaram a Israel com visto de trabalho e ficaram no país, no marco de uma nova política de luta contra a imigração ilegal e o desemprego.O plano do Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, poderia afetar entre 30 mil e 50 mil pessoas, informam hoje diferentes meios locais.Segundo anunciou o ministro das Finanças, Yuval Steinitz, o novo plano procura criar 30 mil postos de trabalho para cidadãos israelenses no prazo de um ano, de modo que o índice do desemprego se reduza aos níveis anteriores à crise econômica mundial.Ao explicar sua decisão, Netanyahu sustentou que "a entrada de trabalhadores estrangeiros em massa nos últimos anos causou problemas de segurança, drogas e em particular, erosão de salários", palavras que lhe valeram hoje uma dura crítica na opinião pública.Em Israel residiam em 2009 cerca de 255 mil trabalhadores estrangeiros - 10,4% da mão-de-obra no setor privado -, dos quais cerca de 125 mil não tinham papéis.

Remessas do trabalho de estrangeiros batem recorde

Especialistas apontam que, com a crise, o Brasil se transformou em importador de mão de obra. Para eles, o país está passando hoje por um estágio que Espanha e Irlanda já atravessaram, de transição entre um país que apenas envia imigrantes para um que também recebe estrangeiros.

Em 1995, estrangeiros remetiam daqui US$ 1 para cada US$ 37 enviados ao país por brasileiros; hoje, a proporção é de US$ 1 para US$ 2,7.

Para o Banco Central, de julho a setembro de 2009, a remessa ao exterior foi recorde (US$ 184 mi). Estima-se que o dado seja 40% do total, já que a maioria envia dinheiro por doleiro, parente ou carta. Segundo Gregory Watson, analista do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), um dos fatores que atrai os trabalhadores de países vizinhos é o fato de a economia brasileira ter saido da crise melhor que a espanhola e a norte-americana (os dois principais destinos dos migrantes latino-americanos). Outros fatores são a proximidade geográfica e a facilidade de atravessar a fronteira.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Governo quer garantir pleno acesso de imigrantes aos direitos sociais

Agencia: Lusa

O Governo quer garantir o "pleno acesso dos imigrantes aos direitos sociais" e combater o abandono e insucesso escolar entre os seus descendentes no âmbito das Grandes Opções do Plano relativas à integração dos imigrantes. Nas principais linhas de actuação política 2010-2013, que nesta área se assemelham ao programa do XVIII Governo Constitucional, o executivo socialista propõe-se também a garantir o apoio à "formação de professores para dar resposta aos problemas das comunidades imigrantes e aos desafios da multiculturalidade no espaço social". Para a legislatura que agora começou, o Governo considera uma prioridade o combate ao insucesso escolar e assume que tem de ser encarado, no que toca às comunidades imigrantes, "como um processo amplo de compreensão de problemas de exclusão social nos quais o insucesso é, simultaneamente, causa e efeito". O Governo compromete-se a lançar um "novo Plano para a Integração dos Imigrantes 2010-2012", reforçando medidas que incentivem a sua formação profissional e empreendedorismo. De acordo com as GOP, o Executivo vai investir na quarta geração do Programa Escolhas e nas iniciativas que este financia, com 140 projectos locais que visam cinco áreas estratégicas: inclusão escolar e educação não formal, formação profissional e empregabilidade, dinamização comunitária e cidadania e inclusão digital, empreendedorismo e capacitação. O Governo compromete-se, também, a continuar o apoio ao reagrupamento familiar de imigrantes e "criar instrumentos que facilitem" as migrações circulares dos idosos, ou seja, o regresso ao país de origem depois da reforma. Deverá também ser reforçado o apoio às segundas e terceiras gerações de imigrantes, através do alargamento de creches, infantários, programas de intervenção especial em escolas e formação de professores. Com o objectivo de reforçar a participação dos imigrantes na vida política, e no quadro da próxima Revisão Constitucional, o governo socialista compromete-se a apresentar uma proposta de inclusão de plena participação política dos imigrantes residentes de longa duração, eliminando o actual requisito constitucional da reciprocidade com os países de origem. Procurando "aprofundar" a participação dos imigrantes na vida cívica, o Governo quer alargar o direito de petição conferido aos estrangeiros que vivem legalmente em Portugal e melhorar os serviços que os imigrantes costumam procurar. Além da criação de um novo Centro Nacional de Apoio aos Imigrantes em Lisboa, será facilitado o acesso aos dispositivos consagrados no Novo Regime de Arrendamento Urbano, garantido, designadamente, o acesso às medidas de apoio á habitação social, e criada uma comissão de acompanhamento para a integração das minorias étnicas, nomeadamente comunidades ciganas.

Seminaristas do Haiti, abandonados

Por Jesús Colina
ROMA, quinta-feira, 21 de janeiro 2010 (ZENIT.org).- Seminaristas do Haiti ficaram abandonados depois do terremoto ter destruído seu seminário e, em meio ao pânico, tiveram de encontrar um teto para abrigar-se.No seminário nacional de Porto Príncipe, antes do sismo, havia cerca de 250 estudantes. Ajuda à Igreja que Sofre, preocupada por eles, informou que no país morreram pelo menos 30 seminaristas, mas são somente diocesanos, e sim também religiosos.No dia 17 de janeiro, o bispo de Fort-Liberté, Dom Chibly Langlois, em uma mensagem dirigida a essa associação pontifícia, revelou o que foi visto pelas pessoas que ele enviou para recolher 16 seminaristas na capital.“Um dos seminaristas havia passado dois dias e meio sob os escombros – conta o prelado. Outro estava ferido. Outros três estavam em estado de choque e precisavam de tratamentos particulares. Enviei dois seminaristas à República Dominicana, para que se submetam a exames médicos impossível em Fort-Liberté.”“Além disso – continua –, os seminaristas não puderam recuperar nada do que possuíam. Isso significa que, da nossa parte, é necessário não somente oferecer assistência médica, mas também ajuda financeira, para que possam comprar roupa e outros bens de primeira necessidade.”Diante desta situação, segundo informa a Zenit Xavier Legorreta, responsável pelas ajudas para a América Latina de Ajuda à Igreja que Sofre, uma das urgências é oferecer os meios necessários para reconstruir a comunidade dos seminaristas.Por este motivo, a associação enviou 100 mil dólares, que servirão para acolher esta comunidade de seminaristas e responder às suas necessidades.Esta ajuda dá continuidade a uma primeira doação de 70 mil dólares, destinados a intervenções de emergência. A mesma associação anunciou que em breve destinará mais ajudas.Ajuda à Igreja que sofre responde, dessa forma, a um desesperado apelo lançado pelo arcebispo de Cabo Haitiano, Dom Louis Kébreau, presidente da Conferência Episcopal do Haiti.A instituição coordena sua obra de assistência com o núncio apostólico no Haiti, Dom Bernardito Auza, que está fazendo que as ajudas cheguem de Santo Domingo, a capital da vizinha República Dominicana.Dom Auza enviou a Ajuda à Igreja que sofre uma lista das perdas mais graves da Igreja no país.Praticamente as 80 paróquias da arquidiocese de Porto Príncipe e suas capelas (cerca de quatro por paróquia) foram destruídas. “Estamos falando de umas 320 capelas!”, explica Legorreta, ao dar uma ideia da enorme tarefa que a Igreja local tem agora, depois de ter perdido o arcebispo de Porto Príncipe e seu vigário geral.Diante das enormes necessidades, o núncio apostólico confessa: “Não consigo multiplicar meu saco de arroz”.Legorreta está preparando uma missão de Ajuda à Igreja que Sofre no Haiti para as próximas semanas, para analisar como é possível responder à situação dos seminaristas, assim como a outras necessidades dramáticas da Igreja no país.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Schumer quer manter centro de detenções da Imigração em Manhattan-NY

O Senador Charles Schumer está tentando junto a representantes federais manter aberto o centro de detenções da Imigração em Manhattan – NY. Ele alega que a transferência dos detentos para uma penitenciária no Condado de Hudson comprometeria os direitos dos imigrantes detidos na área de New York, segundo um artigo publicado pelo The New York Times.

Schumer enviou posteriormente uma carta à Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Interna, expressando preocupação com a transferência de quase 300 detentos do Varick Federal Detention Facility para o Hudson County Correctional Center em Kearny (NJ) que dificultaria na listagem de advogados voluntários e visitas familiares, conforme o artigo.
Schumer disse ao jornal que a decisão demonstra falta de conhecimento sobre New York City, onde a maioria dos residentes, sejam advogados ou famílias de imigrantes, não possuem condução própria e uma viagem de ida e volta através de transportes públicos levaria pelo menos 2 horas.

Ele também demonstrou preocupação de que o órgão não consultou nenhum grupo defensor dos imigrantes e que foram considerados custos em curto prazo.

Representantes do Departamento de Imigração (ICE), disseram ao The New York Times que a penitenciária do Condado de Hudson custaria US$ 111 por dia por cada detento, em contraste com US$ 253 em Varick, além de prover atividades ao ar livre, diferente da prisão em Manhattan. Varick foi reaberta em 2008, após ter estado fechada por 7 anos e o local tem sido vigiado por advogados defensores dos direitos dos imigrantes e alvo de protestos.

Governo português mantém quota de imigrantes

Fonte: Portugal Digital

No ano passado, de acordo com estatísticas oficiais, apenas 26% das 3 800 vagas para entrada de imigrantes no país foram preenchidas.

Lisboa - O governo português vai manter em 3800 o número de imigrantes que poderão solicitar trabalho e residência em Portugal neste ano. A quota é a mesma da definida para 2009. O anúncio foi feito, terça-feira (19), pela ministra do Trabalho, Helena André, após reunião com sindicatos e associações empresariais, no âmbito da concertação social.No ano passado, de acordo com estatísticas oficiais, apenas 26% das 3 800 vagas para entrada de imigrantes no país foram preenchidas.

Cresce apoio à reforma imigratória

Pesquisa mostra que americanos preferem ver imigrantes legalizados e pagando impostos do que deportados


Uma pesquisa conduzida pelo grupo Benenson, 55% dos americanos acreditam que a crise que assola os Estados Unidos torna ainda mais urgente a necessidade de uma reforma imigratória ampla. E mais: o mesmo estudo, encomendado pela Voz da América, entidade que defende mudanças na lei, mostrou que sete em cada dez americanos preferem ver os imigrantes pagando impostos do que sendo presos e deportados do país.Para Pete Brodnitz, autor da mostra, a maior parte dos entrevistados concorda que o sistema imigratório vigente não funciona. “O grupo dos opositores é menor, mas faz muito barulho”, verificou o especialista. Nesse sentido, o Centro de Política Migratória estimou ainda que mais de 50% dos indocumentados já pagam impostos federais e contribuem para o Seguro Social, pois acreditam que isso será importante no momento da aprovação de uma lei.

Fonte: www.guiademidia.com.br

sábado, 16 de janeiro de 2010

Estado de New Jersey não aprova lei a favor de universitários indocumentados

Uma proposta de lei que permitiria aos estudantes indocumentados pagar os preços das universidades como residentes no estado de New Jersey, não foi aprovada na reunião do Senado de segunda-feira, 11. Assim, os estudiantes indocumentados que pagam como "out of state" continuarão pagando o dobro como no caso da Universidade Rutgers.

“Apesar do Senado na sua maioria ser democrata, faltaram 5 votos para aprovar a iniciativa”, disse o senador Ronald Rice, depois de uma discussão a portas fechadas. O partido republicano havia anunciado sua oposição de maneira unânime.

A iniciativa perdeu sua oportunidade de ser aprovada antes de que assuma o poder o novo governador, o republicano Christopher J. Cristie, que havia expresado sua oposição.

Os promotores esperam que a reforma migratória nacional solucione este problema pelo qual têm lutado durante oito anos. O senador Rice espera chegar a um acordo com o governador Cristie.

“Se houvesse sido aprovada esta iniciativa, em tempos de instabilidade econômica, haveria menos lugares nas escolas públicas para os cidadãos e residentes legais”, disse vereadora Scott Rudder.

Dinheiro de emigrantes deve ajudar Haiti

Recurso enviado por haitianos que moram no exterior — que equivale a 20% do PIB — já auxiliou familiares após furacão Jeanne, de 2004.

Uma parte importante dos recursos para ajudar o Haiti após o terremoto de terça-feira deve ser vir dos haitianos que vivem no exterior. Nesse país com pouca estrutura e com a menor capacidade interna de investimento do mundo, o dinheiro enviado por parentes que moram em outras nações — Estados Unidos, principalmente — representa 20% do PIB (Produto Interno Bruto).

A ajuda externa enviada pelos próprios haitianos já foi importante no furacão Jeanne, que atingiu o país caribenho em 2004. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2009, do PNUD, apontou esse apoio como um exemplo da relevância das remessas para a recuperação de locais afetados por tragédias naturais — outros casos mencionados foram o da Indonésia e do Sri Lanka após o tsunami e o do Paquistão após o terremoto de 2005. O estudo cita pesquisas segundo as quais, em nações pobres atingidas por desastres naturais, as remessas aumentam a ponto de compensar 20% ou até 60% do impacto financeiro de furacões.

Para se ter uma ideia da importância desses recursos no Haiti: em 2007, segundo o relatório do PNUD, cada emigrante mandou, em média, US$ 1,6 mil para seus familiares — uma fortuna num país em que o PIB per capita é de US$ 699 e em que 72% da população sobrevive com menos de US$ 2 por dia.

Atualmente, 7,7% da população haitiana vive no exterior, taxa maior que a média da América Latina e Caribe (5%), mas inferior à de outros países da América Central, como Nicarágua (9,1%), República Dominicana (também 9,1%) El Salvador (14,3%) e Jamaica (26,7%). O destino principal é a América do Norte (64,3%), seguido por América Latina e Caribe (25,7%), de acordo com o relatório do PNUD.

A maior parte dos emigrantes haitianos vive na vizinha República Dominicana e nos Estados Unidos. É deste que provém a maior parte das remessas. São famílias de haitianos que migraram para a Flórida a fim de trabalhar na colheita de cana-de-açúcar, mas que, após o processo de mecanização da lavoura e do desenvolvimento do turismo no sul dos EUA, foram trabalhar no setor de serviços. Dos haitianos que vivem no exterior, 39% têm no máximo o fundamental completo, 40% concluíram o ensino médio e 20% terminaram a graduação. Estes fazem especial falta no país — 67% da população do Haiti com curso universitário concluído mora no exterior.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nova Yorque mobiliza-se pela Reforma de Imigração!!.

A cidade de Nova Yorque deu largada ontem, dia 13 de Janeiro de 2010, as manifestações que visam dar opoio a Reforma de Imigração.
A reunião ocorreu na Memomorial Church, igreja situada na Washington Square que esta na linda e agitada Manhatann.

Pontualmente as 12 horas iniciaram-se as discussões e manifestações em prol da tão esperada Reforma Imigratória aos gritos de “Si, se puede!” .

Antes dos discursos foi observado um minuto de silêncio em respeito as vítimas do terrível terremoto que assolou o Haiti. Também foi levandada a possibilidade de uma petição junto ao Departmento de Imigração para a concessão de um visto de permanência as pessoas de nacionalidade haitiana ainda indocumentadas dentro dos Estados Unidos e foi divulgada uma forma via mensagem de texto para doação aos milhares de desabrigados naquele país.

Iniciou-se então uma séria de discursos que iniciaram com a fala de Michael Ellick and Cheri Kroon que são membros da igreja Judson Memorial Church e também integrantes do movimento Interfaith.

Estes foram seguidos por diversos outros palestrantes que pertecencem a diversas organizações e entidades que estão unidas com um único objetivo: conseguir que a reforma imigratória passe a ser discutida e posteriormente seja aprovada pelo Congresso Americano.

Portanto, as pessoas que ainda não estão com seus documentos podem ficar felizes e esperançosas pois existem muitas pessoas e organizações que estão lutando para que a Reforma deixe de ser um sonho e passe a ser uma realidade.

Perguntas para a professora Ana podem ser feitas atraves do e-mail ana103060@hotmail.com, pelo telefone (973) 274 – 1929, na igreja Saint James, aos domingos pela manha ou ainda diretamente no nr. 148 da Wilson Avenue, na cidade de Newark – NJ.
















































quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Papa pede aos italianos que respeitem os migrantes

Fonte: BBC
O papa Bento 16 pediu aos italianos que respeitem os direitos dos imigrantes ilegais no país, depois de uma onda de violência contra lavradores africanos no sul da Itália.
O papa disse que os imigrantes podem ter culturas e tradições diferentes, mas são seres humanos merecedores de respeito.

Cerca de 70 pessoas - inclusive migrantes, policiais e moradores locais - ficaram feridas depois de vários dias de violência em Rosarno, na Calábria.
Desde então, centenas de africanos foram escoltados para fora da cidade pela polícia.

O papa Bento 16 defendeu o direito dos lavradores pobres africanos, que foram alvo de violência nos últimos dias.
"Nós temos que chegar ao coração do problema, a importância do ser humano", disse o papa.

O governo italiano disse que pretende expulsar centenas de imigrantes ilegais do norte e do oeste da África, que sobrevivem com salários de fome na época da colheita de frutas, azeitonas e tomate.

Máfia
Mas o problema também está relacionado ao crime organizado no sul da Itália.
A máfia local, conhecida como 'Ndrangheta (palavra de origem grega que quer dizer "heroísmo"), controla um mercado de trabalho que emprega um número cada vez maior de trabalhadores ilegais sazonais.

Os trabalhadores vivem em condições precárias e recebem uma diária baixa, da qual têm que tirar uma parte para pagar comissão aos seus gerentes.

No momento, os imigrantes estão colhendo principalmente frutas cítricas - um trabalho árduo que os italianos evitam fazer.

O montante que recebem é em dinheiro, e as leis trabalhistas e regulamentos relativos à segurança são ignorados. Impostos e contribuições para a seguridade social também deixam de ser pagos.

A máfia calabresa tornou-se uma das organizações criminosas mais poderosas da Itália nos últimos anos, controlando boa parte do tráfico de drogas na Europa. Agora ela está ampliando suas operações para lidar com o mercado de trabalho para imigrantes ilegais.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Papa Bento 16 apela por tolerância com migrantes


O Papa Bento 16 apelou por tolerância para com os imigrantes nesta sexta-feira em sua mensagem de Natal na Praça de São Pedro, no Vaticano, poucas horas depois de ter sido agredido por uma mulher com problemas mentais.

Em sua tradicional mensagem de Natal Urbi Et Orbi, ele disse que a Igreja Católica quer que as pessoas aceitem e recebam bem todos os que deixam suas casas por causa da fome, intolerância ou danos ao meio ambiente.

"Fiel ao mandato de seu fundador, a Igreja apoia aqueles que são atingidos por calamidades e pela pobreza, mesmo nos países ricos. Diante do êxodo daqueles que migram de sua terra natal para longe por causa da fome, da intolerância ou da deterioração ambiental", a Igreja pede "uma atitude de aceitação e acolhimento."

O papa falou ainda que a Igreja era uma "fonte de união" para muitas pessoas em todo o mundo fez ainda uma referência ao trabalho da Igreja na América Latina.

"Em toda a América Latina, (...) a Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito pelos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade", afirmou Bento 16.

A mensagem do papa também se referiu a questões atuais com uma citação relativa ao aborto e outra relativa à situação em Honduras.

"Na Europa e na América do Norte, o 'nós' da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Em Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional."

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

“Brasileiros no Mundo” , tema é discutido em seminário de política externa

Pela primeira vez a temática das comunidades brasileiras no exterior foi tratada no seminário anual de política externa brasileira “O Brasil no Mundo que vem aí”, cuja quarta edição foi realizada pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) em 3 e 4 de dezembro no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro.
Na ocasião, o SGEB e o Diretor do DCB falaram sobre o contexto internacional das migrações, circulação de pessoas, políticas para a diáspora e outros temas. Foi assinalada a crescente politização, visibilidade e repercussão pública das questões consulares, o que tem exigido renovada atenção da diplomacia brasileira.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Ministério das Relações Exteriores

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Adolescentes e jovens de hoje têm mais vontade de migrar, diz estudo

Karol Assunção *

A maioria dos jovens uruguaios vive com os pais, sente-se meio protegido pelo sistema de saúde e dialoga com pessoas de outras gerações. Além disso, os adolescentes e jovens de hoje têm mais vontade de migrar. Isto é o que conclui o resultado preliminar da Enquete Nacional de Adolescência e Juventude (Enaj), divulgado na quarta-feira passada (16).

Elaborado pelo Programa Infamília do Ministério de Desenvolvimento Social (Mides), de março a setembro de 2008, o relatório contou com a participação de 5.017 adolescentes e jovens entre 12 e 29 anos residentes nas cidades uruguaias com mais de 5 mil habitantes. De acordo com a Enquete, a maioria dos entrevistados (64,2%) vive com um dos pais, na maioria das vezes (88,3%) só com a mãe.

O relatório mostra que o desempenho acadêmico é diferente por gênero, sendo as mulheres as que alcançam níveis educativos mais altos. "Entre os 12 e 14 anos, 43,8% dos rapazes e 53,6% das mulheres aprovaram no nível primário e ingressaram no ciclo básico. Entre os 15 e 19 anos, superaram o primeiro ciclo 37,3% dos primeiros e 49,5% das segundas. No intervalo de 20 a 24 anos, completaram o segundo ciclo ou estão cursando educação superior 32,9% dos rapazes e 43% das mulheres.", afirma.

Em relação à saúde, 95,2% dos adolescentes e jovens afirmaram que possuem cobertura médica. Sobre a saúde sexual, a enquete perguntou se alguma vez haviam consultado o ginecologista. Das entrevistadas, 71% afirmaram que haviam consultado alguma vez.

A maioria dos adolescentes e jovens (75,6% dos rapazes e 68,4% das mulheres) expressou já haver tido relações sexuais. "Esta diferença vem acompanhada por uma maior precocidade no início da vida sexual por parte dos homens: 50% dos rapazes entrevistados declararam haver tido relações sexuais pela primeira vez aos 15 anos ou menos, enquanto que a média para as adolescentes e jovens é de 17 anos.", analisa.

Em comparação com a última Enaj, realizada no ano de 1990, os adolescentes e jovens de hoje têm mais vontade de migrar, passando de 37,1% para 44.6%. De acordo com o relatório, as principais rações para a emigração são trabalhistas e econômicas, relacionadas ao estudo e à formação.

A diferença entre homens e mulheres em relação à experiência laboral tem diminuído. Enquanto em 1990 a diferença era de 16,4%, em 2008, esta caiu para 5%. "Na atualidade, uma maior proporção de mulheres tem entrado no mercado de trabalho, em relação ao que sucedia quase duas décadas atrás. A porcentagem de mulheres que declara haver tido um trabalho remunerado de três meses ou mais alcança 93%.", afirma.
O resultado preliminar da Enquete Nacional de Adolescência e Juventude 2008 está disponível em: http://www.infamilia.gub.uy/gxpfiles/ENAJ/ENAJFinal.pdf

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Câmara aprova visto com validade de 10 anos para EUA e Brasil

Fonte: AGENCIA CAMARA

A Câmara dos Deputados aprovou dia 16 de dezembro, o acordo entre Brasil e Estados Unidos para aumentar de cinco para dez anos o prazo de validade dos vistos concedidos aos cidadãos dos dois países. O projeto será votado ainda pelo Senado.

O acordo beneficia pessoas que viajam a turismo ou a negócios, que serão isentos de custos para emissão de vistos, exceto a taxa de solicitação, chamada pelos Estados Unidos de MRV. A isenção valerá também para visto de estudante e de intercâmbio. Durante a estada no território americano, os brasileiros não poderão se dedicar a atividades como trabalho, estudo ou ação missionária. A mesma restrição se aplicará aos americanos no Brasil.

Pela matéria, o Brasil dispensará os cidadãos americanos de usar o visto de dez anos dentro de um prazo de 90 dias de sua emissão, mas o mesmo benefício não está previsto para os brasileiros.

Quarenta por cento dos brasileiros migrantes em Portugal sentem-se discriminados

FONTE: www.casadobrasil.info

Eles dizem já ter sido alvo de atitudes racistas, de acordo com um relatório divulgado pela Agência Europeia dos Direitos Fundamentais.

Com uma amostra de cerca de 500 brasileiros e 500 africanos a viverem em Lisboa e Setúbal, o inquérito revelou ainda que Portugal é um dos países onde os imigrantes menos queixas apresentam perante situações de discriminação, assaltos ou violência, por não confiarem nas autoridades e por dizerem que a polícia é a primeira a potenciar a diferenciação. “Os processos em Portugal são demasiado morosos e raramente têm efeitos práticos, pelo que as pessoas perdem a credibilidade no sistema”, diz Teresa Tito de Morais, presidente do Conselho Português para os Refugiados e membro da Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial.

O PÚBLICO tentou também ouvir a alta-comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rosário Farmhouse, mas sem sucesso.

De acordo com o mesmo relatório, os africanos referiram que 60 por cento das vezes que foram interpelados pela polícia estavam a conduzir um carro ou uma mota e que em 97 por cento dos casos a primeira coisa que lhes foi exigida foi a identificação pessoal. Contudo, é neste país que o número de pessoas detidas ou levadas até à esquadra foi mais baixo. Ainda assim, 40 por cento dos imigrantes sente que foi interpelado por “razões étnicas” e mais de 30 por cento diz que se sentiu maltratado.

Os mais generosos?
“E é este mesmo país que se congratula por estar entre os melhores a integrar os imigrantes. Esta é que é a realidade. A discriminação é uma constante e não é nenhuma novidade. Não faz sentido dizer que há integração e, ao mesmo tempo, culparmos os imigrantes pela criminalidade”, nota José Falcão, da SOS Racismo, referindo-se à distinção que Portugal recebeu em Outubro, altura em que foi considerado pelas Nações Unidas como o “mais generoso” em matéria de políticas de integração de imigrantes entre 42 países.

Para o activista, os dados agora anunciados sobre as autoridades são muito mais “reais” e espelham a falta de “verbas e de formação”, o que jus-
tifica que quase 100 por cento dos africanos e 98 por cento dos brasileiros não tenham apresentado queixa dos crimes de que foram alvo, apesar de ser em Portugal que este último grupo disse ter sofrido mais atitudes xe-nófobas. Também este ano, a Amnistia Internacional apontou o dedo a Portugal neste campo, alertando no seu relatório anual sobre direitos humanos no mundo que no país ainda prevalece a “brutalidade policial”.

Leis ignoradas
O relatório analisou ainda áreas concretas da vida dos imigrantes, como a habitação, trabalho e actos diários como fazer compras numa loja. Em termos profissionais, 24 por cento dos brasileiros dizem ter sido discriminados e, destes, mais de 20 por cento eram de origem africana. Quase 50 por cento acredita que a etnia pode ser prejudicial em termos laborais. Nas lojas, a percentagem é a mesma para brasileiros e africanos: 13 por cento. As comunidades queixaram-se ainda de alguma dificuldade no acesso a habitação e reconhecem desconhecer as leis do país por dificuldade em saber a quem recorrer.

A situação é ainda mais difícil para os mais jovens, para as mulheres e para as pessoas com algum tipo de deficiência. “E nestes dois grupos estudados a barreira linguística não é um problema, como é nos imigrantes do Leste”, lembra Catarina Albuquerque, investigadora na área dos direitos fundamentais na Universidade Autónoma de Lisboa, para quem a solução é da responsabilidade do Estado e passa por mais “sensibilização da população em geral e formação das autoridades competentes”.

Apesar de tudo, de acordo com o
relatório europeu, Portugal é dos países que registam incidentes menos violentos e com menos danos físicos para os imigrantes e onde as taxas de emprego são mais confortáveis, apesar de agravadas este ano em virtude da crise económica. Lá fora, a comunidade de Leste e os africanos são os mais vitimizados, conclui a agência europeia.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dia Internacional dos Migrantes

Fonte: Rádio ONU

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, os migrantes são "injustamentes acusados de vários crimes e dificuldades econômicas e são também objeto de grande discriminação". Por isso, ele encoraja os governos a protegerem seus direitos fundamentais e a evidenciarem a contribuição positiva que os migrantes dão à economia e à vida social e cultural das nações que os acolhem.

Segundo dados das Nações Unidas, em 2009, cerca de 200 milhões de pessoas, 3% da população mundial, vivem fora de seu país natal. "Demasiados migrantes – acusa Ban – estão enfrentando uma realidade de discriminação, de exploração e de abuso. São frequentemente objeto de incitamento ao ódio, de abusos e violência."

O secretário-geral da ONU observa que a crise financeira e econômica global exacerbou a vulnerabilidade dos migrantes. Muitos países aumentaram as restrições à imigração e adotaram medidas mais significativas para combater a imigração ilegal. Medidas deste tipo podem aumentar o risco de exploração e de abusos.

Além disso, podem reforçar a impressão de que os migrantes devem ser culpados pelos efeitos negativos da crise, fomentando assim comportamentos contra a imigração e a xenofobia.