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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Franklin Martins dá apoio à mídia emigrante

Por Rui Martins - de Berna

O ministro Franklin Martins é jornalista
O movimento Estado do Emigrante, www.estadodoemigrante.org , comemora a aceitação pelo ministro Franklin Martins do convite para comparecer na II Conferência Brasileiros no Mundo, a fim de tratar da mídia emigrante e da televisão gratuita para os emigrantes.

A proposta em favor da presença do ministro foi enviada pelo movimento Estado dos Emigrantes ao Conselho de representantes de emigrantes e à Subsecretaria-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, no mês de junho.

No mesmo documento, o movimento Estado do Emigrante enfatiza a importância da mídia emigrante, em termos de informação sobre o Brasil e sobre as comunidades brasileiras do exterior e por permitir um vínculo constante da emigração com o noticiário e o idioma brasileiros.

É esse mesmo documento que propõe uma federalização dessa mídia. e com esse objetivo deverá ser consultada a Fenaj, no sentido de dar um apoio e auxiliar na estruturação de uma Fenaj do Exterior. Outra questão que o ministro Franklin deverá debater com os emigrantes é a gratuidade de recepção das televisões brasileiras no Exterior.Como se sabe, as tevês Record e Globo cobram pedágio e, por isso, foi pedido ao ministro Franklin Martins a gratuidade pelo menos da TV Brasil.

O Estado do Emigrante está convidando editores e proprietários de jornais e revistas, programas de rádio e tevê para emigrantes, que irão ao Rio em outubro, para um encontro extraoficial, à noite, numa sala do Othon Palace Hotel, após os trabalhos no Palácio Itamaraty, na II Conferência sobre emigrantes, dias 15 e 16 de outubro.

O movimento Estado do Emigrante apoia também o projeto da advogada emigrante Vitória Nabas, em Londres, por uma regulamentação das profissões de advogado, de despachante e por tabela de doleiro, que atuam no Exterior junto aos emigrantes brasileiros. Para isso, vai solicitar à Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, órgão do Itamaraty, para que convide um representante da OAB para que se pronuncie sobre esse projeto de OAB no Exterior.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Rondas voluntárias já circulam por ruas de cidades italianas: em vigor a nova lei de segurança‏


Fonte: Oriundi
Denúncias contra a presença de imigrantes ilegais em várias cidades do país, além da prisão de dois marroquinos em Pescara, marcaram o primeiro dia da nova lei de segurança da Itália. O final de semana, além de declarações do presidente Giorgio Napolitano, destacando que a integração dos imigrantes é um direito fundamental, registrou também as primeiras movimentações das rondas voluntárias, que provocaram mais reações negativas entre a população italiana do que aprovação.

Mesmo em cidades do Norte do país, onde é forte a presença da Lega Nord, de viés conservador, muitos prefeitos já anunciaram que não incentivarão a constituição das rondas.

Autorizadas no contexto da nova lei de segurança, em vigor desde o último sábado (08), que prevê multas pesadas e até prisão para quem acobertar ilegais, as rondas foram regulamentadas no sábado, por meio de um decreto do ministro do Interior. Chamadas de “observadores voluntários, as associações que poderão prestar esse serviço, de forma gratuita, devem ter, conforme o decreto, a finalidade de solidariedade social no âmbito da segurança pública.

Entre os requisitos exigidos, ainda segundo o decreto, para os voluntários estão idade não inferior a 18 anos, não estar denunciado ou condenado pela justiça, e a adesão sem o propósito de incitamento à discriminação ou à violência por motivações raciais, étnicas, nacionais ou religiosas. Para prestar o seguro, os observadores deverão fazer um curso de formação organizado pela região ou pelas autoridades locais.

A presença dos voluntários nas ruas, na maioria dos casos, provocou reações de censura por parte da população. Mesmo assim, houve quem apoiasse o movimento considerando que ele pode contribuir para melhorar a segurança.

Matéria recebida por mail de: pbe.cnbb@ccm.org.br

Italianos já não vivem sem domésticos e cuidadores estrangeiros‏

Fonte: Oriundi

Para uma entre 10 famílias italianas, os domésticos e cuidadores se tornaram indispensáveis, conforme revela pesquisa do Censis -Centro Studi Investimenti Sociali. Atualmente, segundo os dados levantados, a Itália tem 1,5 milhão de domésticos e prestadores de cuidados, 37% a mais do que em 2001. Desse total, 71,6% são imigrantes. O Censis revela ainda que 10% das famílias italianas empregam um cuidador.

Os estrangeiros, em média, já estão a sete anos e meio no país, trabalham em média 35 horas por semana, e ganham cerca de 930 euros mensais. A maioria, 58,1%, trabalha apenas para uma família, e 41,9% têm mais de um emprego.

A pesquisa revela o perfil dos colaboradores domésticos, que se constituem em um elemento fundamental no sistema de bem-estar e uma parte insubstituível da família. Por isso, não surpreende que 35,6% dos cuidadores estrangeiros vivam com as famílias para as quais trabalho, onde se ocupam da organização da vida cotidiana em todos os aspectos. A maioria, 82,9%, cuida da limpeza da casa, enquanto 54,3% preparam as refeições, e 42,7% se ocupa também da própria despesa da família com alimentação.

Os dados do Censis demonstram igualmente que 49.5% dos cuidadores dão assistência a idosos, enquanto 32,4% assiste a uma pessoa não auto-suficiente, e 28,8% fornece assistência médica específica para um ou mais membros da família. Mais de 36,6% declara que o trabalho consiste ainda em fazer companhia a um integrante da família.

Mais de um terço dos cuidadores estrangeiros tem condições de pensar em um projeto de vida na Itália, já que são cidadãos de um países da União Europeia, que obtiveram cidadania italiana ou conseguiram a carta de soggiorno. O restante precisa enfrentar periodicamente a renovação do permesso di soggiorno ou se encontra em situação irregular.

Um total de 13,6% tem mais de 50 anos, 29,1% está na faixa entre 41 e 50 anos, 39,9% entre 30 e 40 anos e 18% tem menos de 30 anos.

Matéria recebida por mail de: pbe.cnbb@ccm.org.br