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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ação solidária ao menino brasileiro no Estado de Nova Jersey(EUA)

A professora Ana Oliveira, do projeto Mantena, enviou este comunicado à Rádio Migrantes.
Queridos amigos
No domingo,(7) haverá um almoco beneficente no Sport Clube Portugues para levantar fundos e ajudar para Diogo Santos.
Este menino de apenas 6 anos de idade tem um tipo raro de cancer.

Esta crianca mora em Newark.

O almoco e evento sera a partir da uma hora da tarde e deverá prolongar-se por toda a tarde.

Haverá sorteio e rifa de premios e obras tais como cds, livros, pinturas e fotografias.

Ana Oliveira
e-mail : ana103060@hotmail.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ativista e imigrantes seguem confiantes em Obama e na reforma

Estrangeiros não criticam presidente, mas exigem mudanças imediatas na lei americana

Fonte: www.acheiusa.com

Apesar da promessa de campanha não cumprida de que promoveria a reforma imigratória nos primeiros doze meses de mandato, o chefe da nação continua com um alto índice de aprovação entre os latinos que vivem aqui. No entanto, ativistas e imigrantes avisam que este quadro pode mudar, caso o presidente deixe de lado o empenho pelo debate de mudanças na lei.“Obama enfrentou a crise financeira, mudou o curso das guerras que o país está metido e melhorou a imagem do país no cenário internacional, tanto que ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Por isso, minha nota para ele neste primeiro ano de gestão é entre sete e oito”, avaliou Celina Hernández, uma indocumentada que vive há 15 anos nos EUA. Ela adverte, porém, que a reforma imigratória deve sair até maio, pois caso contrário a comunidade hispânica deixará de ficar ao lado do presidente.O diretor do Centro pelo Progresso Americano, Louis Caldera, concorda com a análise e manifesta a sua confiança no debate da questão no Congresso ainda este semestre. “Vai demorar mais do que o previsto, mas todos têm que admitir que a reforma da saúde e a crise impediram que Obama cumprisse a promessa feita aos imigrantes. Mas continuo acreditando, até porque a comunidade latina foi muito importante para a eleição do presidente e ele não vai querer perder o nosso apoio”, disse Caldera.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

EUA aprovam Status de Proteção Temporário a imigrantes haitianos


O governo Obama estendeu um status especial de imigração a haitianos que vivem ilegalmente nos Estados Unidos, protegendo-os da deportação por 18 meses e permitindo que os mesmos trabalhem no país.

Funcionários do governo disseram que o status especial cobriria pelo menos 100 mil haitianos que se acredita viverem nos Estados Unidos ilegalmente, bem como 30 mil haitianos que haviam recebido ordem de deportação. Haitianos que receberem o status temporário poderão obter documentos para viver e trabalhar no país legalmente.

A decisão do governo surge depois de diversos pedidos de status temporário após o terremoto na terça-feira. Na sexta-feira, 80 deputados e 18 senadores, incluindo democratas e republicanos, enviaram apelos ao governo para a concessão do status, assim como a conferência de bispos católico-romanos.

Napolitano disse que a proteção se estenderia apenas a haitianos que já estavam nos Estados Unidos na terça-feira. Até então, o governo hesitava em conceder o status temporário com medo de que isso pudesse incentivar um novo êxodo de haitianos desesperados chegando de barco ao sul da Flórida.

Defensores dos refugiados ficaram eufóricos. Cheryl Little, diretora executiva do Centro de Defesa do Imigrante da Flórida, em Miami, disse que ela e outros militantes haviam afirmado que permitir que os haitianos sem status legal trabalhassem nos EUA poderia ajudar a impedir uma nova onda de pessoas vindas de barco, porque os imigrantes enviariam dinheiro aos parentes em necessidade no Haiti, dando a eles os recursos para a reconstrução do país.

Reforma migratória resultaria em US$ 1,5 tri na economia dos EUA, diz estudo

De acordo com um relatório apresentado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), uma reforma imigratória abrangente se traduziria em US$ 1,5 trilhões na economia norte-americana ao longo de dez anos.

Segundo este estudo, ao regularizar os estimados 12 milhões de estrangeiros imigrantes indocumentados vivendo atualmente nos Estados Unidos, o país aumentaria sua arrecadação tributária. Além disso, a maior possibilidade mobilidade social aumentaria produtividade e consumo.

Usando os efeitos da legalização que aconteceu em 1986 como base, o estudo mostra como a legalização agiria como um estímulo à recuperação da economia norte-americana.

O estudo foi divulgado em uma entrevista à imprensa na ONG Centro para o Progresso Americano. Esta ONG possui vínculos com o Partido Democráta e apóia a reforma imigratória.

O estudo busca argumentar contra outros estudos encomendados por grupos anti-imigrante que evidenciam o ônus que a imigração representaria para o dinheiro público.

Muitos oponentes da causa imigrante argumentam que imigrantes em geral são um peso injusto ao contribuintes em serviços públicos. Organizações que apoiam imigrantes, embora concordem sobre o custo dos imigrantes nos serviços públicos, dizem que a interpretação dos dados é preconceituosa. Os imigrantes acabam custando mais aos serviços públicos porque possuem renda mais baixa. E os benefícios que a reforma traria seriam superiores a esse custo.

O estudo da UCLA estima ainda uma deportação em massa dos imigrantes eliminaria US$ 2,6 trilhões do PIB dos EUA em dez anos.