Um dos pontos altos da cerimônia de abertura do Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, que acontece de 03 a 07 de fevereiro em Porto Alegre (Brasil), foi o talk-show que abriu a programação acadêmica do evento. Participaram do debate Carlos Augusto dos Santos, ministro de Comunicação do Paraguai, Ismael González González, ex-vice-ministro de Cultura de Cuba e atual coordenador da Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América, Fernando Checa Montúfar, diretor do Ciespal (Centro de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina) e Beto Almeida, membro da diretoria da Telesur, presidente da TV Cidade Livre de Brasília e jornalista da TV Senado.
Segundo Washington Uranga, jornalista argentino que conduziu o programa junto com o colega brasileiro Lauro Quadros, o objetivo desse talk-show foi introduzir os grandes eixos temáticos do evento. “Os convidados abordaram os pilares das reflexões que vão pautar os quatro dias do Mutirão”, disse.
Quase como um alinha transversal a todos esses temas, a democratização da comunicação foi um dos assuntos destacados da noite. Para González, muito se fala da democratização dos meios de comunicação, mas esta só será alcançada a partir de uma democratização mais ampla. “É preciso buscar outro modelo cultural, que se fundamente na solidariedade e que envolva a conjunção entre comunicar e participar”, explicou.
Neste sentido, Almeida provocou uma reflexão sobre o jornalismo feito na América Latina, que, segundo ele, acaba desvalorizando a própria cultura regional. “Essa é uma prática que nos faz ficar de costas para os valores dos nossos países”, frisou o debatedor, para quem o jornalismo não deve se restringir a divulgar tragédias, mas ser ferramenta de busca de transformação.
O talk-show também trouxe à tona questões relacionadas aos avanços das tecnologias de informação e comunicação. “Não pode existir nova tecnologia que gere cidadania e democracia, se não há apropriação dessa tecnologia, e isso exige políticas públicas”, afirmou Santos. Para o ministro do Paraguai, além de garantir acesso amplo à informação, é fundamental fortalecer a capacidade de processar os conteúdos.
“No Ciespal, falamos de cidadania comunicativa, no sentido de permitir e possibilitar que haja diversidade e multiplicidade de vozes”, complementou Montúfar. Segundo ele, é importante fazer um esforço para que todos tenham oportunidades de se expressar e isso envolve rompimento dos monopólios e meios verdadeiramente públicos, entre outras medidas.
Para Beto Almeida, essa nova agenda comunicacional passa por um jornalismo de integração, que valorize as práticas de cidadania e transformação social. Para esta reflexão, González e Santos resgataram o papel do comunicador, que cada vez mais passa a ser chamado e valorizado como agente de desenvolvimento, dialogando e ajudando na construção de uma sociedade formada por cidadãos protagonistas deste novo tempo.
Segundo Washington Uranga, jornalista argentino que conduziu o programa junto com o colega brasileiro Lauro Quadros, o objetivo desse talk-show foi introduzir os grandes eixos temáticos do evento. “Os convidados abordaram os pilares das reflexões que vão pautar os quatro dias do Mutirão”, disse.
Quase como um alinha transversal a todos esses temas, a democratização da comunicação foi um dos assuntos destacados da noite. Para González, muito se fala da democratização dos meios de comunicação, mas esta só será alcançada a partir de uma democratização mais ampla. “É preciso buscar outro modelo cultural, que se fundamente na solidariedade e que envolva a conjunção entre comunicar e participar”, explicou.
Neste sentido, Almeida provocou uma reflexão sobre o jornalismo feito na América Latina, que, segundo ele, acaba desvalorizando a própria cultura regional. “Essa é uma prática que nos faz ficar de costas para os valores dos nossos países”, frisou o debatedor, para quem o jornalismo não deve se restringir a divulgar tragédias, mas ser ferramenta de busca de transformação.
O talk-show também trouxe à tona questões relacionadas aos avanços das tecnologias de informação e comunicação. “Não pode existir nova tecnologia que gere cidadania e democracia, se não há apropriação dessa tecnologia, e isso exige políticas públicas”, afirmou Santos. Para o ministro do Paraguai, além de garantir acesso amplo à informação, é fundamental fortalecer a capacidade de processar os conteúdos.
“No Ciespal, falamos de cidadania comunicativa, no sentido de permitir e possibilitar que haja diversidade e multiplicidade de vozes”, complementou Montúfar. Segundo ele, é importante fazer um esforço para que todos tenham oportunidades de se expressar e isso envolve rompimento dos monopólios e meios verdadeiramente públicos, entre outras medidas.
Para Beto Almeida, essa nova agenda comunicacional passa por um jornalismo de integração, que valorize as práticas de cidadania e transformação social. Para esta reflexão, González e Santos resgataram o papel do comunicador, que cada vez mais passa a ser chamado e valorizado como agente de desenvolvimento, dialogando e ajudando na construção de uma sociedade formada por cidadãos protagonistas deste novo tempo.

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