segunda-feira, 10 de maio de 2010

Inicia extradição de empresário que matou esposa no RS

Fonte: Folha OnLine

A Justiça espanhola confirmou nesta segunda-feira a prisão de Luiz Henrique Sanfelice e iniciou o processo para extraditar o empresário, condenado no Brasil pela morte da jornalista Beatriz Helena de Oliveira Rodrigues, sua mulher, em Fontes judiciais explicaram que o juiz Ismael Moreno tomou hoje a decisão, depois que o acusado foi levado à Audiência Nacional. Ele foi detido na última terça-feira (4), perto de sua casa em Sevilha, no sul da Espanha.

Sanfelice foi condenado em 2006 a 19 anos e três meses de prisão. Sua mulher foi encontrada queimada dentro de um carro em fevereiro de 2004, em Novo Hamburgo (RS).

Ao ser liberado para cumprir pena em regime semiaberto, não voltou à prisão e, com passaporte espanhol, conseguido por ser filho de espanhola, deixou o país em 2008.

Brasil: Policiamento de fronteiras a partir de junho

Fonte: Adital

O projeto Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron) está dentro das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e vai combater, além do tráfico de seres humanos e a exploração sexual, outros crimes típicos da região de fronteira seca, como o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, crimes ambientais e roubo de cargas e veículos.

Segundo Daniel Rocha, coordenador do Pefron, a capacitação dos profissionais vai iniciar em junho e a ação efetiva deve começar entre julho e agosto deste ano. Devem participar do projeto, 80 policiais e peritos de cada estado.

Dos onze estados brasileiros que têm fronteiras secas, ou seja, fronteiras que não são marítimas, nove já assinaram o termo de compromisso com o Governo Federal: Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Apenas o Rio Grande do Sul e o Paraná ainda não assinaram o acordo para o reforço policial, que prevê capacitações especializadas para policiais e peritos.

O projeto atuará em 571 cidades do país que fazem fronteira com países como Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O cronograma do Pefron prevê a construção de 11 bases móveis nestas regiões, nos primeiros 12 meses do projeto.

A primeira base móvel do Pefron será instalada no Estreito de Breves, na cidade de Breves, no Pará. Cada base terá 46 agentes e receberá diversos tipos de equipamentos modernos, que atenderá as necessidade de cada região. A escolha do território paraense para o início das ações se deu em razão da diversidade de crimes e pela extensa e diversa área geográfica que o território apresenta.

Argentina veta comida importada do Brasil

Fonte: Estado de São Paulo

Depois de um período de trégua, as desavenças comerciais entre Brasil e Argentina estão de volta. O governo argentino decidiu proibir a entrada de alimentos importados que possuam similares produzidos localmente. A notícia preocupa as autoridades brasileiras, que já prometem retaliar.

"Essa decisão sequer foi informada ao Brasil, conforme o acordado entre os dois presidentes. Vamos retaliar", disse fonte do governo brasileiro. Segundo essa fonte, a reação brasileira vai atingir alimentos similares aos proibidos pelos argentinos.

A barreira argentina começa a vigorar no próximo mês. A partir do dia 10 de junho, inspetores da Secretaria de Comércio da Argentina vão percorrer as gôndolas de supermercados, armazéns e lojas de conveniências, para conferir se estão sendo vendidos alimentos importados sem similar nacional.

Serão atingidos produtos brasileiros, como frutas, milho e tomate enlatados. Os consumidores argentinos deixarão de ter acesso a esse tipo de produto importado. Itens como suco de maracujá ou castanha de caju - inexistentes no território argentino - ainda serão permitidos.
As grandes redes de supermercados serão as mais afetadas. Apesar de representarem uma pequena parte da oferta total, os alimentos importados são essenciais para atrair os clientes. Uma pesquisa do site do jornal La Nación indicou que 73,9% dos internautas discordam da medida do governo Kirchner.

Os importadores também criticaram a decisão e pediram "mais clareza e transparência". "Corremos o risco de desabastecimento de produtos como carnes de frango e suína, das quais temos produção local, mas não o suficiente", segunto o presidente da Câmara dos Importadores da República Argentina (CIRA), Diego Pérez Santisteban.

De janeiro a abril, o Brasil exportou US$ 4,8 bilhões para a Argentina, uma alta de 58,5% em relação a igual período de 2009, o que indica forte recuperação das vendas após a crise. Em contrapartida, importou US$ 4,3 bilhões do vizinho, um aumento de 40,4%.

Brasileiro vira ícone dos clandestinos nos EUA Estado de São Paulo

O brasileiro Felipe Matos, de 24 anos, é um dos 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA. Ele saiu de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, aos 14 anos. Filho de mãe solteira, faxineira, embarcou em um avião para Miami e foi passar um tempo com parentes.
Nunca mais voltou. Fez colegial, faculdade, ficou entre os melhores alunos. Mas não tem esperança de tornar-se cidadão americano, como outros milhões de ilegais.

A diferença é que Felipe resolveu se engajar pessoalmente na luta pela legalização dos chamados "indocumentados". Em 1.º de janeiro, ele saiu de Miami com outros três amigos, também estudantes ilegais: a equatoriana Gabriela Pacheco, o venezuelano Carlos Roa, e o colombiano Juan Rodríguez.

Os quatro atravessaram a pé os Estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Virgínia. Chegaram ao Distrito de Columbia, onde fica Washington, em 27 de abril. Foram 2.400 quilômetros de caminhada em 4 meses. Dormiam em igrejas, sofás nas casas de desconhecidos e viviam de doações.

Tudo isso para entregar ao presidente Barack Obama uma carta. Felipe e outros três estudantes querem que o Congresso aprove o Dream Act, lei que regulariza a situação de imigrantes ilegais que chegaram aos EUA antes de completar 16 anos, fizeram colegial e nunca cometeram nenhum crime.

O brasileiro quer ser professor. Ele se formou em relações internacionais em uma faculdade pública. Entretanto, sem documento de identidade, que só imigrantes legalizados ou residentes têm, não consegue autorização para lecionar. Por isso, sustenta-se fazendo bicos: trabalha de garçom, jardineiro ou fazendo faxina.

Sonho americano. Com a caminhada, Felipe apareceu na CNN e na capa do jornal Washington Post. "Se a Imigração quiser me deportar, agora já devem saber quem eu sou", diz Felipe, que fala com um pouco de sotaque e usa palavras em inglês.

Felipe ainda não conseguiu ser recebido por Obama, mas já se encontrou com o líder do Senado, Harry Reid, a líder da Câmara, Nancy Pelosi, e vários nomes importantes do Congresso americano. A Casa Branca ofereceu um encontro com Valerie Jarrett, uma das principais conselheiras do presidente. Os andarilhos, contudo, preferem esperar mais um pouco. Eles ainda têm esperanças de entregar a carta em mãos para Obama.

Migrações no fórum aliança de civilizações

Fonte: Rádio Migrantes

“Interligando Culturas, construindo a paz”, será o tema do III Fórum Mundial Aliança das Civilizações, que ocorre nos dias 28 e 29 de maio no Rio de Janeiro. A sessão de abertura será na sexta-feira (28), com a presença do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do secretário da ONU, Ban Ki-moon, do primeiro ministro da Turquia e da Espanha.

Participam do evento, ministros e chefes de delegação de Estados e organizações internacionais, membros do Grupo de Amigos da Aliança de Civilizações.

No sábado (29) haverá a sessão temática: “Os migrantes como agentes de mudança e de desenvolvimento”. Vão participar do encontro mais de duas mil pessoas, entre elas, líderes políticos e empresariais, prefeitos, ativistas da sociedade civil, jovens, jornalistas, representantes de fundações, organizações internacionais e líderes religiosos.

Os participantes do Fórum terão a oportunidade de abordar questões como o desafio de promover a integração em sociedades multiculturais, as influências da globalização no sentimento de pertencimento e de identidade, o fortalecimento do papel das mulheres na sociedade por meio da educação, o papel de líderes religiosos na promoção da paz e o impacto dos meios de comunicação sobre a percepção de outras culturas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nova Yorque em favor dos migrantes

Fonte: BrazillianNews

Em meio ao debate sobre imigração nos Estados Unidos, acirrado depois da aprovação de uma polêmica lei no Arizona, o Estado de Nova York ganhou o centro das atenções nesta semana.

Em uma medida considerada "corajosa" e "surpreendente" pelo jornal The New York Times, o governador David Paterson anunciou que seu Estado vai criar uma comissão para analisar a concessão de perdão a imigrantes legais que correm risco de deportação por terem cometido pequenas infrações.

Com sua decisão, o governador desafia a rígida legislação federal, pela qual imigrantes legais podem ser deportados por crimes como furto ou porte de pequenas quantidades de drogas, mesmo que o delito tenha sido cometido anos atrás.

o anunciar a medida, Paterson disse que algumas leis de imigração americanas eram "embaraçosamente e injustamente inflexíveis".

O anúncio ganhou destaque ainda maior por ocorrer poucos dias depois de a governadora do Arizona, Jan Brewer, ter assinado uma lei que torna crime a presença de imigrantes ilegais no Estado e permite à polícia parar e revistar qualquer pessoa sobre a qual paire "suspeita razoável".

Uma semana depois, o Departamento de Educação do Arizona determinou que professores com sotaque não tenham permissão para ensinar alunos que estão aprendendo inglês.

As negativas do governo do Arizona de que a nova lei de imigração seja discriminatória não foram suficientes para impedir protestos em diversas cidades americanas, boicote a empresas e ao governo do Estado e ações na Justiça.

A lei provocou também reações de diversos países e organizações. O Itamaraty disse, em nota, que o Brasil "se une às manifestações contrárias à lei" e "espera que seja revista".

O México foi além e recomendou a seus cidadãos que evitem viagens ao Arizona, em uma medida que pode comprometer a indústria do turismo no Estado.

A polêmica, porém, está longe de ser encerrada. Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana revelam que os americanos ainda permanecem divididos a respeito da questão da imigração e do que fazer com os cerca de 12 milhões de ilegais que atualmente vivem no país.

Quatro aeroportos terão scanner no Brasil

Fonte: Folha OnLine

A informou nesta sexta-feira que o novo aparelho de escaneamento corporal, o "body scanner", será usado apenas por passageiros selecionados em embarques de aeroportos brasileiros -- para seguir normas internacionais de segurança.

Os equipamentos estão sendo instalados nas área de embarque internacional de Guarulhos (SP), Galeão (Rio), Manaus (AM) e Recife (PE).

"O 'body scanner' é capaz de detectar dispositivos explosivos eventualmente escondidos em cavidades, nas partes íntimas ou amarrados ao corpo. É um equipamento com uma energia muito baixa que pode passar além de camisas e calças", disse à Folha o subcoordenador do Laboratório de Ciências Radiológicas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Antônio Peregrino.

De acordo com a PF, ao refletir o corpo humano e eventuais armas escondidas, as ondas milimétricas do "body scanner" podem tornar transparentes camadas leves de roupas. Um receptor coleta os sinais refletidos e os direciona a um computador, responsável por processar os dados e gerar uma imagem tridimensional dos indivíduos escaneados.

A utilização do equipamento é rápida, individual e reservada, preservando o cidadão de uma busca pessoal invasiva e mais demorada, informou a corporação. A aquisição dos "body scanners" foi previamente autorizada pela Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), que comprovou ser inofensivo à saúde humana.

Especialistas da PF disseram também que o nível de radiação emitida pelo aparelho está abaixo dos limites internacionais de segurança. Equipamentos semelhantes são utilizados em vários países para reforçar a segurança em portos, aeroportos, estações ferroviárias e presídios.

Os aparelhos de escaneamento corporal foram doados à PF pelo governo dos Estados Unidos por meio de acordo de cooperação firmado com o governo brasileiro para enfrentamento do tráfico transnacional de drogas ilegais. Segundo a PF, a instalação do equipamento visa atender aos padrões internacionais de segurança diante da realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, inclusive no combate ao terrorismo.