sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Médicos italianos desobrigados de agir como espiões: circular desobriga-os de delatar imigrantes ilegais

Fonte: http://www.oriundi.net/

Os médicos italianos respiram aliviados. O ministério do Interior divulgou uma circular deixando claro que eles não são obrigados a dar informações sobre imigrantes ilegais que procuram assistência no serviço público de saúde. Dessa forma, termina um episódio que provocou muito mal-estar entre a categoria, que, segundo a lei anticrise, no que dizia respeito à imigração clandestina, estava constrangida a agir como espiã do Estado, delatando os irregulares.

O secretário-geral da Associação dos Dirigentes Médicos - Anaao Assomed, Carlo Lusenti – expressou sua satisfação com o reconhecimento, por parte do ministério do Interior, das preocupações da categoria.

Há alguns meses, lembrou Lusenti, dissemos que não éramos espiões e hoje estamos orgulhosos de nossa posição como profissionais, com o nosso compromisso e responsabilidade de, todos os dias, tentarmos garantir que todas as pessoas, independentemente de sexo, cor da pela ou da língua, tenham a melhor saúde possível.

O imigrante que procurar os serviços públicos de saúde ficam desobrigados de apresentar documentação que comprove a sua condição regular no país.

Cristo Redentor é tombado definitivamente como patrimônio nacional

Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=9244955&canal=159

A estátua construída no Corcovado, no estado do Rio de Janeiro, foi eleita uma das sete novas maravilhas do mundo moderno.

Brasília - O Cristo Redentor foi tombado definitivamente como patrimônio nacional. O aviso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (3).

A estátua construída no Corcovado, no estado do Rio de Janeiro, foi eleita uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, em votação realizada pela internet e por mensagens de celular, organizada por uma fundação da Suíça. Os vencedores foram apresentados em uma cerimônia realizada no dia 7 de julho de 2007, no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.

O cartão postal carioca de 38 metros foi inaugurado em 12 de outubro de 1931 e é o único monumento brasileiro na lista. Também foram eleitos a Muralha da China; o templo helênico de Petra, na Jordânia; Machu Pichu, no Peru; o Coliseu de Roma, na Itália; o Taj Mahal, na Índia; e o templo da civilização maia de Chichén Itzá, no México.

Desde o ano de 2000, quando recebeu nova iluminação, o Cristo Redentor e seus acessos vêm passando por um processo de revitalização. O ponto alto foi a inauguração do acesso mecanizado em 2002, com elevadores panorâmicos e escadas rolantes.

Inaugurada a Ouvidoria Consular do MRE


A Ouvidoria Consular funcionará como mecanismo de controle de qualidade do serviço dos consulados

Entrou em funcionamento, em novembro de 2009, a Ouvidoria Consular do
Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A unidade é responsável pelo processamento de comentários, sugestões, elogios e críticas a qualquer serviço consular: atendimento em geral, rede consular, assistência, processamento de documentação e demais atividades afins.

Seguindo os parâmetros de atuação delineados pela Ouvidoria Geral da União, a Ouvidoria Consular funcionará como mecanismo de controle de qualidade do serviço consular, auxiliando na busca de soluções para os problemas existentes.

Serão processadas em tempo real as manifestações recebidas do público brasileiro e estrangeiro, no Brasil e no exterior, recebidas por via telefônica, postal, eletrônica, Portal Consular e outros meios.

Caberá à Ouvidoria buscar esclarecimentos, caso a caso, sobre as críticas recebidas e enviar respostas aos solicitantes. Com base nas críticas e comentários, serão, quando for o caso, tomadas providências visando ao aperfeiçoamento de procedimentos e rotinas.

O e-mail para contato é o ouvidoriaconsular@mre.gov.br .

Migrantes são mais vulneráveis ao trabalho escravo

FONTE: RÁDIO ONU

No Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, relatora especial da ONU disse que mulheres e meninas trabalhadoras domésticas vindas de outros países estão mais vulneráveis.
A relatora especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravatura, Gulnara Shahinian, disse que o perigo é maior para mulheres e meninas trabalhadoras domésticas vindas de outros países; o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura foi celebrado nesta quarta-feira, 2 de dezembro.

Trabalhadores domésticos que são sobrecarregados, mal pagos e sujeitos a abusos físicos, emocionais ou sexuais estão efetivamente sendo tratados como escravos, segundo a relatora especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravatura, Gulnara Shahinian.
O recado foi dado em mensagem pelo Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, celebrado nesta quarta-feira, 2 de dezembro.

Servidão
Shahinian afirmou que a servidão doméstica acontece quando um indivíduo é forçado a trabalhar sem compensação financeira real, privado de sua liberdade e colocado em situação contrária aos direitos humanos.

Ela disse que essas formas de escravidão acontecem em residências em todo o mundo.
A relatora ressaltou que os funcionários domésticos são especialmente vulneráveis devido à natureza sem proteção do trabalho que exercem e ao relacionamento altamente pessoal com seus patrões.

De acordo com Shahinian existem vários estudos da ONU e de organizações não-governamentais que comprovam os abusos, com relatos de espancamentos, estupros, confinamentos, proibição de contato com outras pessoas e até de comida.
Vulneráveis

Gulnara Shahinian lembrou que os migrantes sofrem mais, principalmente mulheres e meninas vindas de outros países.

Ela pediu aos Estados para assinarem e ratificarem instrumentos internacionais pelos direitos dos migrantes e pelo combate ao trabalho infantil.

Shahinian já havia dito em setembro que o problema é maior na América Latina, África e Ásia.(Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York)

Imigração e economia crescem ao mesmo tempo nos Estados Unidos


Por Lala Rodrigues

O crescimento da população imigrante nos Estados Unidos é proporcional ao que fazem com a economia no país, segundo um estudo feito em New York pelo sindicato 32 BJ e o Instituto de Política Fiscal Americano. Segundo o informe , os estrangeiros documentados e indocumentados estão contribuindo para a economia das mais de 25 maiores áreas metropolitanas do país na mesma proporção em que cresce sua presença nestas cidades.

Essas áreas são: New York, Los Angeles, Chicago, Dallas, Philadelphia, Houston, Miami, Washington, Atlanta, Detroit, Boston, San Francisco, Phoenix, Riverside, Seattle, Minneapolis, San Diego, San Louis, Tampa, Baltimore, Denver, Pittsburgh, Portland, Cincinnati e Cleveland. Indica também o informe que o total da população destas cidades é de 123.999.475, dos quais 24.595.312 nasceram fora dos Estados Unidos.

Destaca que é importante entender a relação entre estas áreas metropolitanas e a imigração, porque essas 25 regiões representam 50,4% do Produto Interno Bruto americano, sendo que ¾ disso é provenientes dos imigrantes.

As áreas metropolitanas de Phoenix, Dallas e Houston tiveram o maior crescimento de número de imigrantes na área de mão de obra entre 1990 e 2006, assim como um crescimento econômico muito acima da média, entretanto Cleveland, Pittsburgh e Detroit experimentaram um crescimento mais lento tanto na mão de obra quanto no setor econômico no que se refere aos imigrantes.

Phoenix tem uma população de 4.036.744 habitantes, dos quais 677.615 são imigrantes o que corresponde a 17%. Dallas tem 5.979.240 habitantes e 1.056.41 são imigrantes, perfazendo um total de 18%. Houston tem 5.485.720 pessoas das quais 1.167.565 são estran geiros, num total de 21% da população.

Nessas 25 áreas, os trabalhadores nascidos fora dos Estados Unidos são os responsáveis por 20% da produção econômica, que por sua vez compõem 20% da população. Entre os exemplos do estudo há a cidade de Pittsburgh, onde os imigrantes representam 3% da população e o PIB é de 4%. Em Miami os imigrantes são 37% da população e o PIB 38%.

“É fácil compreender porque a imigração e o crescimento econômico estão relacionados. Os imigrantes estão nas áreas onde há trabalho e um mercado de trabalho em expansão pode favorecer o crescimento ainda mais”, disse David Dyssegaard Kallick, diretor da Iniciativa de Investigação de Imigração do Instituto de Política Fiscal que fez o estudo.

O 32BJ, que patrocinou o estudo, é o maior sindicato de trabalhadores de serviços em edifícios nos Estaods Unidos, que representa os mais de 100.000 porteiros, limpadores de janelas, trabalhadores de manutenção, guardas de segurança, superintendentes e trabalhadores de estádios e teatros em New York, New Jersey, Connecticut, Pennsylvania, Maryland, Virginia e Washington DC, com un grande número de hispânicos entre seus membros.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cada vez mais, italianos descobrem que as belezas naturais do Brasil vão muito além das praias.

Fonte: http://www.oriundi.net/

De acordo com pesquisa do perfil de visitantes realizada pelaEmpresa Brasileira de Turismo - Embratur, os turistas italianos se destacam pelo tempo de permanência no país – 17 dias em média, a maior marca entre os dez países que mais enviam turistas ao Brasil. O grau de satisfação dos Italianos no Brasil é alto, e 97% dos turistas desejam retornar.

Apesar da preferência desses turistas ser sol e praia, eles têm ampliado seus roteiros, demonstrando interesse por destinos culturais e ecoturismo, em lugares como Foz do Iguaçu e Bonito. Entre 1997 a 2005, o número de visitantes italianos no Brasil aumentou 339%.

A Itália é o 4º maior emissor de turistas estrangeiros para o Brasil (268.685 visitantes em 2007).O aumento do número de visitantes italianos no Brasil de 2002 a 2007 foi de 26,45%.

Foz do Iguaçu
Recentemente, ocorreram em Roma e Milão woekshops do segmento de negócios e eventos. A ação realizada pela EMBRATUR, contou com representantes dos principais destinos do Brasil. Os convidados presentes, quase em sua totalidade, passaram pela mesa do Destino Foz do Iguaçu, onde puderam receber informações gerais da cidade, seus hotéis e atrativos e a estrutura de eventos.

A Itália é o 8º maior emissor de turistas estrangeiros para Foz do Iguaçu (18.359 visitantes em 2007). Enquanto em 2002, 3,76% dos italianos que entravam no Brasil visitava Foz do Iguaçu, até 2007 houve um crescimento para 6,83% da vinda destes.

Segundo a gerente de mercado da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, Célia Regina as cataratas são bastante conhecidas no mercado italiano. "O turista italiano para o Brasil, quase em sua totalidade, obedece a dois principais perfis, sendo que uma parte expressiva viaja apenas para o nordeste, em sua grande maioria em voos charters, onde permanecem em media 7 dias. O outro grupo predominante faz roteiros no interior do pais, que segundo contato que tive com um operador da Itália, este é um turismo de mais qualidade e com um turista que gasta mais e viaja com familia. A maioria desses roteiros comercializados pela operadoras italianas incluem Cataratas do Iguacu, Salvador e Rio de Janeiro. Alguns com período mais longo optam por outros destinos conhecidos como Pantanal, Amazônia, Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha", conclui Célia.

Com a crise, Governador Valadares agora tem imigrantes


A crise econômica nos Estados Unidos, que fez milhares de imigrantes brasileiros embarcarem de volta para casa, provocou também reflexos curiosos como a imigração de estrangeiros para o País. Representantes de diferentes nacionalidades estão desembarcando nas cidades do médio Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, região que ganhou fama como o maior polo de exportação de mão de obra brasileira para os EUA.

Cidadãos de países tão diferentes quanto Filipinas e Suíça, além dos Estados Unidos, estão chegando em companhia dos imigrantes brasileiros com os quais construíram famílias lá fora. E trazem na bagagem a esperança de levar, no Brasil, uma vida mais tranquila e feliz.
"A situação está cada vez pior no meu país e, para os Estados Unidos, só quero ir para passear", conta a filipina Janet Baladjay Arruda, de 42 anos, que casou-se com o microempresário Paulo Arruda, de 49. O valadarense conheceu sua segunda mulher quando construía piscinas na Flórida e veio com ela para o Brasil há dois anos.

Grande parte da família de Janet é imigrante nos Estados Unidos. Como o Brasil, as Filipinas viram um grande número de habitantes emigrar para os EUA. Mas, a cada telefonema, as notícias da família Baladjay para Janet são menos animadoras. "Eles apenas sobrevivem nos Estados Unidos", diz Janet num português bastante compreensível.

Ao contrário da irmã, que enfrenta preconceito e dificuldade financeira nos Estados Unidos, Janet leva uma vida tranquila em Valadares. O casal mora numa confortável casa recém-construída no Vila Rica, bairro pacato de classe média. Eles vivem da locação de quatro tratores que Arruda comprou com o dinheiro que juntou em mais de cinco anos nos Estados Unidos. Ele desembarcou nos EUA pela segunda vez em fins de 2002. E agora pensa em ampliar o negócio de locação.

O suíço Hans Rüsi, de 48 anos, é outro que escolheu Governador Valadares para morar, em 2007, por causa da mulher, a agricultora Márcia Rüsi, de 38. "Os negócios no Brasil são mais difíceis do que esperava, mas não me arrependi, tenho uma paz e uma felicidade que não tinha lá", afirma, em alemão. Em um sítio a 30 km do centro de Valadares, Rüsi e a mulher, com quem tem dois filhos, trabalham no plantio de legumes e frutas sem agrotóxico.